No Dia Mundial do Pão, saiba se o alimento é vilão ou aliado da saúde

Comemorada em 16 de outubro, a data levanta o debate sobre como incluir o item mais tradicional da mesa dos brasileiros na rotina

Publicado em 14 de outubro de 2026Escrito por Daly Ruiz
No Dia Mundial do Pão, saiba se o alimento é vilão ou aliado da saúde

O aroma inconfundível de pão quentinho saindo do forno ao amanhecer faz parte da memória afetiva e da rotina de milhões de pessoas ao redor do mundo. Celebrado neste 16 de outubro, o Dia Mundial do Pão, data instituída pela União Internacional de Padeiros e Confeiteiros (UIB), convida à reflexão sobre um dos alimentos mais antigos da humanidade. Contudo, na era das dietas restritivas e do medo dos carboidratos, surge a inevitável pergunta: afinal, o pão deve ser encarado como um vilão ou aliado de uma vida saudável?

Quando consumido com equilíbrio e inserido em um contexto alimentar adequado, o pão é uma excelente fonte de energia rápida para o organismo. As versões integrais e de fermentação natural, em especial, agregam um valor nutricional expressivo, sendo ricas em fibras que auxiliam no bom funcionamento do trato intestinal, promovem a saciedade e ajudam no controle dos níveis de glicose e colesterol no sangue. Além disso, ele fornece vitaminas do complexo B e minerais essenciais, como ferro e magnésio.

Por outro lado, o alerta fica para os excessos e a qualidade da escolha. O consumo exagerado de pães ultraprocessados e feitos exclusivamente com farinha refinada pode levar a picos de glicemia, favorecendo o ganho de peso e o surgimento de doenças metabólicas a longo prazo.

Para Manuela Marinho, nutricionista e responsável técnica da Clínica-Escola de Nutrição da UNINORTE, a chave para uma convivência harmoniosa está na individualidade e no equilíbrio das combinações no prato.

"O pão francês ou integral não precisa ser eliminado da dieta sob o pretexto de ser um 'vilão'. Alimento nenhum isolado tem o poder de engordar ou emagrecer uma pessoa. O segredo está no controle da porção e, principalmente, no acompanhamento. Ao combiná-lo com boas fontes de proteínas e gorduras boas, como ovos, queijos magros, frango desfiado ou sementes, reduzimos o índice glicêmico da refeição, promovendo uma digestão mais lenta e mantendo a saciedade por mais tempo. O pão é um aliado cultural e nutricional quando consumido com consciência", explica.

Mitos e Verdades sobre o Pão

Para tirar as principais dúvidas que cercam a mesa dos brasileiros, a nutricionista explica os principais mitos e fatos sobre o alimento.

  • Pão integral não engorda e pão francês engorda?

    MITO. Ambos possuem quantidade de calorias bastante similar. A diferença fundamental está na presença de fibras na versão integral, que prolonga a sensação de saciedade e melhora o trânsito intestinal, enquanto o pão francês refinado é digerido mais rapidamente.

  • Retirar o miolo reduz significativamente as calorias?

    VERDADE (COM RESSALVAS). Ao retirar o miolo, reduz-se a quantidade total de massa consumida e, consequentemente, o aporte calórico daquela unidade. No entanto, o gesto não muda a composição do pão em si, apenas diminui a porção.

  • Quem quer emagrecer precisa cortar o pão?

    MITO. O emagrecimento saudável ocorre por meio do déficit calórico geral e da reeducação alimentar, não pela exclusão de um alimento específico. O pão pode fazer parte de um plano alimentar focado na perda de peso.

  • A fermentação natural faz bem para a saúde gut/intestinal?

    VERDADE. O processo de fermentação lenta (como o levain) pré-digere parte dos carboidratos e do glúten, tornando o pão de mais fácil digestão. Dessa forma, favorece a saúde da microbiota intestinal.

  • Glúten deve ser evitado por todo mundo?

    MITO. O glúten só deve ser restrito ou eliminado da dieta de pessoas diagnosticadas com doença celíaca, sensibilidade ao glúten não celíaca ou alergia ao trigo. Para a população geral, não há necessidade médica de retirá-lo.

Clínica-Escola de Nutrição oferece atendimento acessível

A Clínica-Escola de Nutrição da UNINORTE oferece serviços acessíveis à população, incluindo avaliação nutricional, orientação alimentar individualizada e acompanhamento para pacientes com doenças como diabetes, hipertensão, gastrite e osteoporose. Os atendimentos podem ser agendados pelo WhatsApp (92) 98631-7374 ou presencialmente na Clínica-Escola, localizada na Avenida Getúlio Vargas, 720, Centro.

Imagem: Manuela Marinho/RT da Clínica-Escola de Nutrição da UNINORTE

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