Procura por terapeutas ocupacionais cresce no Brasil

O Dia Mundial da Terapia Ocupacional destaca o papel da profissão na restauração da independência funcional e na inclusão social em diversas fases da vida

Publicado em 26 de outubro de 2026Escrito por Daly Ruiz
Procura por terapeutas ocupacionais cresce no Brasil

Em um cenário global em que a saúde integral, o bem-estar mental e a inclusão social ganham destaque no debate público, o Dia Mundial da Terapia Ocupacional, celebrado no dia 27 de outubro, põe em luz uma das áreas de maior expansão e impacto na saúde coletiva. A profissão, dedicada a restaurar a autonomia e capacidade de indivíduos realizarem suas atividades do cotidiano, vive um momento de alta demanda no Brasil.

Dados do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) apontam que, no país, a contratação formal de terapeutas ocupacionais registrou um crescimento superior a 35% nos últimos dois anos. O avanço decorre da expansão dos diagnósticos precoces de condições neurodivergentes (como o Transtorno do Espectro Autista - TEA e o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH), do envelhecimento populacional acelerado e da necessidade contínua de reabilitações física, cognitiva e psicossocial no pós-tratamento de traumas e doenças crônicas.

A Terapia Ocupacional não se restringe à reabilitação motora ou ao mercado de trabalho formal. O termo "ocupação" refere-se a tudo que o ser humano faz para cuidar de si, estruturar sua rotina e interagir com o mundo. O profissional atua avaliando aspectos físicos, cognitivos, emocionais e sociais do paciente para adaptar rotinas, ambientes e tecnologias assistivas.

Entre as principais frentes de trabalho da área, destacam-se:

Saúde mental: acompanhamento e reinserção social de pessoas com transtornos psíquicos, ansiedade, depressão e dependência química; Pediatria e neurodesenvolvimento: intervenção precoce no autismo, na paralisia cerebral, nos atrasos no desenvolvimento motor e nas dificuldades de aprendizagem escolar; Gerontologia: preservação da memória, autonomia e mobilidade da pessoa idosa, além da prevenção de acidentes e adaptação domiciliar; Reabilitações física e funcional: tratamento de sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), traumatismos ortopédicos e amputações; Saúde do trabalhador e ergonomia: prevenção de lesões por esforços repetitivos (LER/DORT) e adaptação de postos de trabalho; Contextos hospitalares e sociais: atuação em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), cuidados paliativos, abrigos e ONGs.

Com a expansão contínua do mercado de trabalho, a formação de novos profissionais exige rigor acadêmico alinhado à empatia e prática multidisciplinar. Para a coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da UNINORTE, Ana Paula Girard, a essência está na capacidade de ressignificar a rotina humana e devolver o protagonismo ao indivíduo.

"A Terapia Ocupacional é a arte de cuidar por meio de ações que dão sentido à vida de uma pessoa. Quando um paciente recupera a capacidade de se vestir sozinho, segurar um talher, brincar ou voltar ao ambiente de trabalho, não estamos apenas reabilitando uma função física ou cognitiva, mas devolvendo dignidade, identidade e cidadania. Trata-se de uma profissão transformadora, altamente requisitada no mercado e fundamental para o fortalecimento da rede de saúde em nossa região", ressalta Girad.

Com a consolidação de políticas públicas voltadas à inclusão e saúde preventiva, a Terapia Ocupacional reafirma seu status como uma das carreiras mais promissoras da área da saúde, unindo conhecimento científico, tecnologia e sensibilidade social a favor da qualidade de vida. Para saber mais detalhes do curso de Terapia Ocupacional da UNINORTE, acesse: uninorte.com.br.

Imagem: Magnific

Banner promocionalBanner promocional

Assessor de Imprensa